O meu vizinho do lado
Se matou de solidão
Ligou o gás, o coitado
Último gás do bujão
Porque ninguém o queria
Ninguém lhe dava atenção
Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração
Levou com ele seu louro
E um gato de estimação
Há tanta gente sozinha
Que a gente mal adivinha
Gente sem vez para amar
Gente sem mão para dar
Gente que basta um olhar
Quase nada
Gente com os olhos no chão
Sempre pedindo perdão
Gente que a gente não vê
Porque é quase nada.
Na faculdade assistimos varias aulas que nos ensinam a lutar contra a morte, mas não assistimos nenhuma aula que nos ensine a continuar vivendo.

(Fonte: eclecticpandas)

Mas, ninguém sabe onde você está nem mesmo você. Você já brilhou e hoje é apenas um buraco escuro, fosco, sem vida. Você já blasfemou os céus, já amaldiçoou as estrelas e já chorou pra lua. Fez sua mais bela música, cantou-a pra quem não deveria e gritou com quem não merecia. Você chegou ao fundo do poço rápido de mais, se afoga no raso e quanto mais é ajudado mais afunda e pra quê? O que te restou? Será que há algum brilho em você? Será que lhe restou forças? Se ainda restou um pouco de brilho e força, brilhe como jamais brilhou, mostre-se enquanto ainda há tempo. Somos como algo que pega fogo que, inicialmente, brilha lindo e forte mas, no fim só retará brasas. Brilhe pra que todos se lembrem de você. Apenas brilhe enquanto há vida. Brilhe!
O que acham!?

O que acham!?

Realmente, quando se observa a vida no seu crisol de dor e de prazeres, não é possível cobrir o rosto com uma máscara de vidro nem impedir que os vapores sulfurosos nos ofusquem o cérebro e nos turvem a imaginação com fantasias monstruosas e sonhos disformes. Há venenos tão sutis que, para os conhecer, cumpre experimentá-los. Há males tão estranhos que, pra lhes entender a natureza, é preciso contraí-los. Ainda assim, que grande recompensa recebe o observador! Em que maravilha se torna o mundo aos seus olhos! Notar a lógica singular e inflexível da paixão, a vida colorida e emotiva da inteligência… Verificar onde se cruzam e onde se apartam! Que importava o custo? Não há preço demasiado alto para semelhante sensação.

(Fonte: nluh)

É que a gente parece duas crianças. Um mais birrento do que o outro. Somos mimados, cheios de vontade. A gente briga, muito. A gente discuti, se bate, se xinga e até dizemos que nos odiamos. Ah, se todo ódio fosse assim. Mas você acaba voltando pra mim e eu voltando pra você. É como se tivéssemos um imã. Um polo positivo atraído por um negativo. É a física. Até a natureza conspira ao nosso favor.

(Fonte: moosetank)